Quando tive meu primeiro contato com Yoga em 2003, confesso que busquei a prática com o objetivo de fazer uma atividade leve e relaxante, que desenvolvesse meu alongamento. Portanto, minha ideia do Yoga era bem limitada. A minha busca inicial era apenas física. Mal sabia eu, que em poucos meses teria revelações tão significativas, que ampliariam muito minha percepção e entendimento do Yoga e de mim mesma.

Sempre fui muito tímida, mas não por isso pouco competitiva. As posturas mais desafiadoras me encantavam. Era uma questão de auto superação. E como tinha uma relativa facilidade em desempenhar as posturas que exigiam maior elasticidade, por questão genética, eu fui me dedicando cada vez mais às práticas. E, aos poucos, fui percebendo que a inicial determinação cega, voltada a questões do ego e de auto afirmação, foi me levando a alcançar muito mais, ir muito além de ser capaz de executar com “perfeição” determinada postura. Era chegado o momento do insight, percebi que toda minha dedicação me trouxe maior equilíbrio, segurança, tranquilidade, me levou a um estado de calma que nunca havia experimentado antes. Sim, minha mente havia sido moldada, estabilizada, acalmada com as práticas dos asanas.

Asana não é apenas postura, ou posição corporal específica. Posso estar em pé, parada, com os braços ao lado do corpo e não necessariamente estar de Tadasana. Asana envolve concentração, respiração, foco, permanência e acima de tudo – intenção. Vários esportes ou práticas físicas nos colocam em posturas de yoga, mas não significa que o praticante de alongamento é um yogi, ou que o contorcionista também o seja.

Não é segredo, nem tão pouco “papo zen”, dizer que o corpo afeta a mente e que a mente afeta o corpo. Já foi provado e comprovado pela ciência e aceito pela sociedade. Existem males, doenças que se instalam em nossos corpos por conta da nossa mente. Um bom exemplo é a “gastrite nervosa”. E essa relação corpo – mente, funciona tanto numa direção como noutra, ou melhor, por meio de uma alteração mental afetamos o corpo, e consequentemente, por meio de um trabalho corporal podemos atingir a mente.

A prática de asanas afeta todo nosso corpo, e por consequência – a mente.

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