Os Yamas e Niyama podem ser entendidos como diretrizes, princípios, preceitos éticos, disciplinas, restrições ou observâncias. Muitas vezes podemos pensar neles como jóias, porque são as jóias raras da sabedoria que dão sentido a uma vida bem vivida e alegre. Na filosofia yogue, estas jóias estão como as duas primeiras partes dos 8 membros do Asthanga Yoga.

As primeiras cinco jóias são agrupadas nos Yamas, uma palavra sânscrito que se traduzida literalmente significa “restrições” e inclui a não-violência, veracidade, não-roubo, não-excesso e desapego. As últimas cinco jóias são agrupadas com os Niyamas, ou “Observancias” e incluem a pureza, contentamento, auto-disciplina, auto-estudo e a rendição. Muitas diretrizes de ética e conduta podem nos deixar com um sentimento de sufocamento e sobrecarga mas essas diretrizes do Yoga não nos limitam de viver a vida, mas sim começam a nos abrir para uma vida e uma joia se encaixando com a outra de forma fluida e pratica para fácil entendimento.

 Não-Violência, a primeira jóia, senta-se como a base para as outras orientações, que por sua vez aumentam o significado e aprofundam a riqueza da não-violência. A não-violência é uma postura de relacionamento correto com os outros e com nos mesmos que não é nem auto-sacrifício, nem o auto-engrandecimento. Esse princípio orienta para vivermos juntos, compartilhando os bens e fazendo o que queremos – sem causar danos a outros ou a nós mesmos.

Verdade, a segunda joia, é uma parceira da não-violência. O casamento dessas duas orientações cria uma dança poderosa entre dois opostos. Podermos apreciar esta afirmação quando começamos a praticar falar verdade, sem causar danos a outros. Como parceiros, a verdade mantém não-violência de ser um fracote, enquanto a não-violência mantém a verdade de ser uma arma brutal. Quando eles estão dançando perfeitamente juntos, elas criam uma visão espetacular. Sua união não é curta ,um profundo amor em sua expressão máxima. E quando não há motivos para desarmonia ou confusão entre os dois, verdade dá prioridade a não-violência. Importante é em primeiro lugar, não fazer mal.

Não-Roubar, a terceira joia, orienta nossas tentativas e tendências de olhar para o mundo exterior em busca de satisfação. Muitas vezes, a nossa insatisfação com nós mesmos e nossas vidas leva a este olhar para fora, com uma tendência de roubar o que não é legitimamente nosso. Nós roubamos a terra, os outros e de nós mesmos. Roubando nossa própria oportunidade de crescer com a vida que queremos.

Não-Excesso, a quarta joia, tem sido interpretada por muitos como  celibato ou abstinência. Embora este certamente poderia ser uma interpretação de não-excesso, o seu significado literal é “caminhar com o Divino.” Quaisquer que sejam suas crenças sobre o Divino, este princípio implica a consciência da sacralidade em todas nossas ações e uma atenção a cada momento que nos move em uma posição de santidade. Deste lugar de santidade, o limite está definido por deixar o excesso para trás e viver dentro dos limites do suficiente. Se praticarmos o não-excesso, vamos automaticamente nos encontrar preparados para a prática desta diretriz.

Desapego, a quinta e última joia da orientações conhecidas como o yama, nos liberta da cobiça. Ela nos lembra que agarrar as pessoas ou objetos nos aflige e torna a vida pesada e uma decepcionante experiência. Quando praticamos deixar para trás, nos movemos para a liberdade e uma alegria de viver que é expansiva e fresca.

Se começamos a viver bem as primeiras cinco joias, podemos notar que o nosso tempo está sendo libertado e há mais espaço para respirarmos em nossas vidas. Os dias começam a serem um pouco mais leve e mais fáceis. O trabalho é mais agradável e as relações com outros são um pouco mais suaves, gostamos de nós um pouco mais; Há uma marcha mais leve em nossa caminhada; percebemos que precisamos de menos do que se pensava anteriormente; temos mais diversão.

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