O significado de mudrá é “gesto” ou “selo”. Segundo os mestres, na antiguidade os mudrás denominavam-se “gestos do poder ou gestos mágicos”, porque criavam determinados estados de consciência em quem os praticava nas várias esferas do ser humano. Por isso, atribuía-se ao uso dos mudrás uma conotação de poder ou de força sobrenatural.

O significado do vocábulo sânscrito mudrá aparece no Kularnava Tantra e no Nigranthu Tanta, dois textos clássicos antigos, descrito como originando-se da raiz mud, que significa “encanto, prazer, deleite, força, magia, poder”, e do sufixo dru, que significa “tornar, vir a ser”.

No Hinduísmo ortodoxo, o mudra é usado juntamente com mantras, produzindo mais força e poder. Shri Maharishi Patanjali, o autor do Yoga Sutra, não menciona em nenhum momento em seu livro o uso de mudrás e, muito menos, de kundalini, por se tratar de um assunto esotérico e reservado somente par os iniciados. Porém, Shri Patanjali citou, sutilmente, os siddhis ou “poderes psíquicos do homem”.

Um antigo tratado de Tantra afirma que os mudrás produzem alguns estados de consciência, permitindo que o yogue consiga levitar, ver seu passado, futuro e muito mais. Tais poderes, segundo o Samkhyá, são naturais do próprio homem e não sobrenaturais, como muitos afirmam. Dentro do Yantra Yoga, os mestres afirmam que o mudrá possui quatro características fundamentais, que são: identificação, assimilação, domínio e desenvolvimento.

“(…) o mudrá prepara o yogue para um estado interior de identificação com o objeto de contemplação. Neste estado de consciência, o yogue começa a assimilação sutil dos efeitos do mudrá e, em seguida, consegue o domínio do selo. Finalmente, senhor de si, o yogue controla toda a força proveniente do seu interior, através do gesto, e dirige tal energia para qualquer parte do seu corpo ou para fora dele”.  – Kularnava Tantra, 3,56.

Particularmente, eu gosto muito de usar mudrás nas aulas e principalmente de praticá-los. O fato de unir as mãos de diferentes formas causa ações cerebrais, se nossos sinais cerebrais fossem captados enquanto fazemos mudrás, veríamos que cada um deles causa uma reação deferente no cérebro, isso é um sinal de que cada dedo e cada parte da mãos tocada pelos dedos confere ao cérebro determinadas impressões, as quais são assimiladas inconscientemente pela mente. O interessante é que nosso interior reconhece isso de forma natural e espontânea, eu mesma já me peguei em várias práticas fazendo um mudrá sem nem sequer planejar isso, é como se o mudrá fosse parte daquele momento, e de uma forma natural e espontânea, ele se manifesta. Esses são efeitos magnéticos dos mudrás, outros efeitos são os psíquicos, ou seja, o valor cultural empregado a ele também causa uma impressão, existem mudrás para diminuir a ansiedade, para aliviar medos, para aumentar a energia do corpo, para proteção da alma e muito mais, os efeitos psíquicos dos mudrás estão associados aos estudos da filosofia Yogue, desta forma compreendemos que 50% dos efeitos dos mudrás vem do estudo que fazemos, e 50% dos efeitos se desenvolvem naturalmente através dos estímulos cerebrais causados pelo toque dos dedos e das mãos.

Você com certeza já fez alguns mudrás sem saber sobre eles, por exemplo, no Brasil a religião predominante é a católica, a qual nos traz o hábito de rezar com as mãos unidas em frente ao coração, na conotação do Yoga esse é o anjali mudrá, um gesto de saudação que significa respeito, e magneticamente, é um gesto de união dos polos negativo e positivo do corpo, com o intuito de gerar equilíbrio cerebral.

E você? Gosta de praticar mudrás? Já teve alguma experiência interessante com os gestos magnéticos?

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Lindo dia! Namaskar

Dani da Terra

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