No ultimo artigo falamos sobre a nossa atual  percepção física de quando alongamos e a relação com o alongamento dos músculos de acordo com o tempo que permanecemos em um asana ou alongamentos.

Complementando essa linha de pensamento, falaremos sobre o que novos estudos ensinam sobre a relação do cérebro e músculo no processo de alongamento dos músculos.

Limites Musculares

Todos sabemos que quando nos alongamos, experimentamos uma sensação de “aperto” no final da amplitude do movimento – uma sensação que nos limita de movimentarmos mais profundamente no asana. Definimos tradicionalmente esta sensação “apertada” como o resultado de ter atingido o comprimento final do músculo (s) que estamos alongando. Em outras palavras, puxamos as extremidades de nosso músculo até atingir seu comprimento físico máximo, e uma vez que atingimos esse limite, o alongamento para e sentimos a “tensão”.

Com alongamento suficiente, poderíamos aumentar o comprimento de nosso músculo e aprofundar  mais para o nosso alongamento com o tempo.

Novo Fator- Sistema Nervoso

Mas agora entendemos que aumentar nossa flexibilidade tem muito menos a ver com o comprimento físico de nosso tecido muscular e muito mais com a parte do nosso corpo que controla e move nossos músculos: o sistema nervoso. Nosso cérebro, principal centro de controle do sistema nervoso, está em constante comunicação com nossos músculos e um de seus principais imperativos é manter nosso corpo onde ele percebe que é seguro.

Movimentos normais que fazemos ao longo do nosso dia são considerados seguros pelo cérebro, porque ele sabe e confia neles. Por outro lado, nosso cérebro não está familiarizado com amplitudes de movimento em que nunca executamos, por isso é muito menos provável que considere esses movimentos seguros. Quando nos alongamos, se nos alcáçamos um lugar que o  cérebro não está familiarizado, nosso sistema nervoso vai acabar nosso alongamento comunicando-se com nossos músculos para colocar um fim no movimento.

Por exemplo, se  você trabalhar no seu computador por 8 horas no dia (e se você não ter intervalos frequentes para alongar seus ombros , o cérebro fica muito familiarizado com a posição de braços para a frente Que você usa durante a digitação e considera esse movimento seguro. Então, mais tarde, se você decidir alongar o peito levando o seu braço para o lado e depois para trás, o cérebro não sente que esse movimento é seguro porque você raramente executa, por isso vai limitar o seu alcance com rapidez.

Um importante ponto de partida deste novo paradigma de flexibilidade é que quando aumentamos nossa amplitude de movimento através do alongamento, não é porque puxamos nossos tecidos e os fazemos mais longos. É porque chegamos no limite do alongamento (também chamado de “tolerância”) por muitas vezes que nosso cérebro começou a se sentir confortável lá e começa a nos permitir avançar mais no alongamento.

Agora falamos sobre a perspectivas do comprimento muscular por tempo nas posturas e da nova em que o sistema nervoso é o agente regulador da capacidade muscular. No próximo artigo falaremos sobre a importância dessa nova perceptiva de ter o sistema nervoso como fator de limite na progressão dos alongamentos.

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