A responsabilidade de estar à frente de um trabalho espiritual vem muitas vezes com a necessidade de se enquadrar em algo que se espera de um líder espiritual. As pessoas nem encontraram a si mesmo como um todo e espera que o outro seja exemplo magnífico daquilo que elas projetam ser.

A vida espiritual não difere de nenhuma outra, os desejos e anseios de que passamos são os mesmos, e é justamente isto que nos faz ser iguais. Admitir ao outro seus erros e anseios é estar aberto a ser julgado e condenado por aqueles que se julgam ser dono da verdade absoluta ditada por deus. Não se espera de quem  a busca trilhar o caminho espiritual a fraqueza da carne, nem hábitos que o enquadram dentro de uma vida mundana.

A ilusão de que temos que ser bem sucedido naquilo que nos propomos é um conceito cruel para esperar de si mesmo, mais cruel quando projetamos isto ao outro. O conceito que criamos que todo líder espiritual deve praticar Brahamacharya, e ter respostas para todos os questionamentos da vida é de certa forma uma inércia humana de não querer por si só ir em busca de suas próprias respostas. Ou a ilusão que temos que todo Professor de Yoga é um Deus ou uma Deusa quando o assunto é sexo, pois se julga que a consciência física e os conhecimentos das técnicas tântricas pode levar qualquer ser Yogui ao ecstasy através da magia do toque.

Esta projeção que fazemos do ser espiritual é nada mais nada menos , a verdadeira explicação do sentido maya, pois quem idealiza é o Ego, o espírito simplesmente experiencia o que tiver que experienciar, sem discriminar nada.

Ser um Yogui e está a frente de um trabalho que envolve o crescimento e o entendimento humano não te faz melhor nem pior que nenhum outro ser. E estar na busca espiritual não significa que precisamos negar ou reprimir os desejos do qual a matéria precisa.

A mudança da matéria vem com seu próprio tempo, e negar ou reprimir seus desejos pode ser um caminho perigoso. O alimentar constante dos desejos também tem seus perigos e podem alimentar ainda mais energias de vibração mais baixa que te impedem de evoluir no caminho espiritual.

O controle é um perigo, a entrega e o observar constante é o único caminho para a transformação contínua na busca de uma vida que tenha mais sentindo e que seja livre do sofrimento. O apego as crenças deve ser a primeira coisa que precisamos abandonar na busca de uma vida espiritual.

Wal Nunes

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