Qualquer coisa que nos apegamos cria um problema de manutenção para nós. Os objetos que acumulamos, colecionamos, compramos, porque eles estão em promoção ou porque eles são “grátis”, todos ocupam espaço e exigem a nossa atenção. Caixas e galpões tornam-se uma maneira fácil de enganar. Objetos inúteis viram a forma de nossas imagens e crenças sobre nós mesmos, sobre como a vida deve ser, sobre como os outros devem ser. Estas imagens nos mantem em cativeiro para o nosso próprio aprendizado e crescimento. Desordem em nossos espaços físico limita nossa capacidade de mover fisicamente, enquanto que a desordem em nossas mentes bloqueia a nossa liberdade para expandir e de ter espaço para a próxima coisa que a vida quer trazer para nós.

Um exemplo são pessoas que passam por um divorcio difícil que inclui crianças no processo. Muitas vezes ambos homem e mulher decidem logo apos o processo que nunca iram precisar de ninguém novamente. Inconscientemente, esta decisão começa a funcionar de forma que em algum tempo nenhum deles se reconhecem. Recusam a pedir ajuda ou aceitar ajuda quando amigos ou parentes oferecem e a única coisa que buscam é a invencibilidade numa tentativa de nunca mais se sentirem vulneráveis.
E depois de algum tempo começam a perceber os estragos que o apego a essa imagem de invencível trouxe para vida deles, somente desgastes em todos os relacionamento . Vivendo uma vida frenética com medo de parar e sentir aquela sensação de desamparo novamente, segurando em uma imagem que por sua vez segurou eles e manter em cativeiro. As brincadeiras e espontaneidade e diversão se tornando quase inexistente. A Invencibilidade comeu toda a alegria da vida deles.

É preciso entender que o que seguramos começa a nos segurar depois de um tempo. Apegos arruínam o nosso dia, quando eles não são preenchidos. Apegos nos tornam chatos. E apegos nos mantem cegos para a miscelânea de novas oportunidades ao nosso redor.

A palavra apego pode ser atribuída a uma raiz que significa “prego”. Apegos são como pregar nossas necessidades por alguém ou alguma coisa para continuar a ser o mesmo e estar sempre lá para nós da mesma maneira. Quando pregamos às nossas necessidades dos outros, dos nossos sentimentos, nossos papéis, nossas agendas, nossos prazeres, nossas identidades, nos tornamos mais como ratos em um labirinto do que os seres humanos livres.

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