O desejo de transcender a condição humana, de ir além da consciência e da personalidade que conhecemos é uma aspiração profunda e tão antiga quanto a própria humanidade. Essa dimensão superior à condição humana foi denominada em diversas culturas ao longo da história como Deus.

Existem muitas formas de interpretação acerca do que chamamos de Deus. Entretanto, pensadores e místicos concordam que “Ele” transcende tanto a linguagem como a mente. São unânimes em afirmar três coisas a respeito de Deus. Deus consiste em um todo indivisível, fora do qual nada existe. Tem um gral de realidade mais alto do que o mundo apresentado a nós por meio dos sentidos. É essencialmente bom.

Todos os métodos e estilos de vida desenvolvidos pelos gênios filosóficos e espirituais da Índia no decorrer de pelo menos cinco milênios têm um único propósito sempre idêntico: ajudar-nos a romper os hábitos da nossa consciência ordinária e realizar a nossa identidade – ou pelo menos nossa união- com a Realidade Transcendente. A meta delas é a de nos libertar do condicionamento convencional e, portanto, libertar-nos também do sofrimento que é um produto dos nossos condicionamentos inconscientes. Assim, quando se elimina o condicionamento inconsciente que nos leva a ver-nos como um ego independente e isolado percebemos que no âmago do nosso ser somos todos aquele mesmo Um.

A realização dessa Identidade transcendente não se trata de uma experiência transitória vivenciada pelo adepto. Os adeptos simplesmente tornam-se a própria realidade. Sri Satguru Subramuniyaswami fala desse processo de união por meio da tradição yogue. “O Yoga não é algo que nós fazemos, mas, algo que somos e em que nos tornamos”. Sob essa perspectiva tal realidade singular é considerada o destino último da evolução humana.

A consciência mental nos impede de vivenciar os estados superiores que estão além da mente. A ânsia por Deus seria parte da busca da transcendência do estágio evolutivo para além da mente. Trata-se do mesmo ímpeto que levou vida a certas formas de matéria, bem como, gerou a mente em certas formas de vida. Todos os ímpetos estão subordinados a esse ímpeto. Todos os quereres estão subordinados a esse querer. Todos os impulsos estão subordinados a essa atração de Deus em direção a Deus e que se realiza inicialmente por meio da psique humana. Assim natureza busca realizar uma nova forma de consciência: Deus.

Namastê

Mariana Cordeiro

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