Existem coisas que um professor de yoga jamais deve fazer, não importa sua fama e sua qualificação. Confira três erros que um professor de yoga pode cometer mesmo que seja experiente e saiba como evitá-los:

1) Questionar a fé dos alunos:

O yoga pode incluir mantras de várias origens e religiões, por exemplo, na Kundalini Yoga usamos muitas coisas do mundo do Sikhismo. Mas, cada aluno que chega carrega a sua bagagem, sua cultura, e muitas vezes sua religião e com isso pode não ficar confortável com todas as práticas e ensinamentos do professor, mesmo que ainda deseje praticar a yoga como relaxamento e exercício físico.

Este aluno jamais pode ter a sua fé desrespeitada. Se ele não deseja entoar um mantra, tenha paciência, permita que ele acompanhe a prática e naturalmente veja os benefícios e decida por si mesmo até onde quer ir na yoga.

Como já falei AQUI nos Dez Mandamentos do Yogui Urbano, o yogui deve ser uma ponte, jamais uma muralha. O professor é o modelo de tudo o que representa a yoga, se o professor questionar a fé de um aluno ou não for paciente com seus questionamentos, ele estará privando várias pessoas de conhecerem a yoga.

Ás vezes até sem querer o professor, querendo motivar, pode desrespeitar o aluno. Por isso recomendo que, logo que um aluno ingresse na aula, faça uma ficha perguntando inclusive sua religião, desta forma você pode compreendê-lo melhor e também falar a língua dele, buscando semelhanças entre a yoga e a religião.

2) Desrespeitar os limites físicos dos alunos:

Um erro que o professor pode cometer até mesmo sem perceber é o desrespeito com os limites dos alunos. Muitas vezes tentando motivar o professor pode ultrapassar este limite, fazendo o aluno se sentir incapaz de fazer yoga e desmotivado.

Se um aluno ainda não está preparado para tentar uma posição mais desafiadora e recursar-se, o professor deve motivá-lo, mas ser paciente.

Muitas vezes o bloqueio mental do aluno, seja por vergonha ou medo, pode atrapalhar a posição e gerar uma lesão física, como a prática de yoga jamais pode machucar alguém, é preciso tomar muito cuidado. Observe seus alunos e respeite seus limites físicos ou psicológicos ou a indisposição que eles possam estar sentindo no momento.

O importante é que cada um dê o seu melhor no dia.

3) Entrar no piloto automático:

Quando estamos mais familiarizados com a prática e já ministramos muitas aulas é normal entrar no piloto automático.

Entra no piloto automático o professor que não planeja sua aula, não calcula bem o tempo necessário ou se envolve em conversas, desabafos e discussões durante a aula e acaba saindo do assunto ou falando demais.

Devemos sempre planejar nossas aulas, porém, entrar na prática de coração aberto e ouvidos atentos para perceber as necessidades dos alunos e desta forma deixar espaço para a espontaneidade, entregando o que eles precisam mesmo que esteja fora do seu roteiro do dia.

Escolher ser professor é escolher ser eternamente aluno, não deixe de aprender mais, participar de aulas, especializações, retiros, mesmo que você pense que já sabe o que vão dizer.

Yoga é assim, disciplina, humildade, foco, serviço e também magia e espontaneidade. Por isso ser professor de yoga é um chamado e devemos sempre evoluir para continuar honrando esta função tão especial.

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