Durante as últimas semanas assisti alguns debates em um curso que falava sobre karma e Dharma. Achei a perspectiva do professor bem coerente, pois ao contrário do que diz o senso comum, o karma não foi apresentado como uma lei de ação e reação punitiva, mas, como o resultado de todas as ações que são realizadas de maneira não consciente, ou seja, ações que são realizadas em desacordo com a Consciência Suprema Universal. Ações realizadas com base em Maya (ilusão).

Pensei muito nesse conceito quando há pouco tempo recebi um post no facebook com uma denuncia sobre o uso de amoníaco na carne utilizada em redes de fast food. Como de costume fui investigar. A referência que encontrei foi uma entrevista com Eldon Roth fundador da Beef Products INC. Na época da entrevista em 1998, a BPI dominava cerca de 70 por cento do mercado de carne nos EUA. Roth explicou que a carne bovina da BPI logo dominaria todo o mercado americano por ser mais segura que os concorrentes. Qual era a grande estratégia para tornar a carne mais segura e competitiva? A aplicação de Hidróxido de Amônia na carne bovina.  Chocada eu pensei: Por que alguém se gabaria de ter a única carne lavada com amoníaco? Bom, é uma longa história…

Não sei se vocês sabem, mas, os EUA são um dos maiores produtores de milho do mundo. Isso é possível por que o governo subsidia a produção para que sempre exista excedentes e o milho tenha um preço muito baixo no mercado.

E o que os americanos fazem com tanto milho? Ele é vendido para grandes corporações de produção de alimento. Além constituir-se como matéria- prima para a produção de quase 90 por cento dos alimentos processados é a base da alimentação do gado bovino nos EUA.

Bovinos em seu habitat natural não se alimentam de milho, mas de ervas do campo (pasto). A indústria produtora de carne optou pelo uso de milho por ser uma alternativa mais barata capaz de acelera o processo de engorda do gado. Essa seria uma ótima estratégia para as indústrias produtoras de carne se não fosse por um pequeno inconveniente. Foi comprovada a ligação entre a alimentação do gado bovino com milho e o surgimento de super bactérias como a Escherichia coli O157:H7. Normalmente, a E-coli faz parte da flora bacteriana do organismo dos bovinos e desenvolve-se no rúmem (estomago) do animal e é excretada nas fezes. Com a alteração da alimentação do gado houve uma mutação genética da bactéria dando origem a Escherichia coli O157:H7 que pode ser fatal ao homem.

O sistema de produção intensiva vigente nos EUA tem como princípio a produção de muita comida em um espaço reduzido para a obtenção do produto mais barato possível. Na prática isso representa o confinamento do gado em baias minúsculas onde os animais comem, dorme e se alimentam no mesmo local em que defecam. Esse sistema não estava dando conta de proteger o produto final, a carne, do seu inconveniente sub-produto a E-coli. Qual foi então a saída encontrada pela BPI para impedir a contaminação da carne com a Escherichia coli? Lavar toda a carne com amoníaco (NH4OH)!!!

Como pudemos chegar a tamanha inversão de valores? Como podemos continuar acreditando na viabilidade dessas mega-corporações quando tudo o que ela fazem é demonstrar com ações concretas que seu objetivo primordial é lucrar não importando quem vai pagar o preço? Honestamente… Se o karma pode ser de fato compreendido como o processo da ação não-consciente acho que as grandes corporações estão no âmago do nosso Karma coletivo…

Namastê

Mariana Cordeiro

Segundo o Núcleo de Biossegurança do Instituto Oswaldo Cruz o HIDRÓXIDO DE AMÔNIO (NH4OH) pode provocar os seguintes efeitos adversos à saúde humana dependendo to tipo de contato:

Inalação: A inalação pode causar dificuldades respiratórias, broncoespasmos , queimadura na mucosa nasal, faringe e laringe, dor no peito , edema pulmonar , salivação e retenção da urina. Ingestão causa náusea, vômitos e inchação nos lábios, boca e laringe. O Amoníaco concentrado produz em contato com a pele necrose dos tecidos e profundas queimaduras. Contato com os olhos resulta em lacrimejação, conjuntivites, irritação na córnea e cegueira temporária ou permanente.

Sensibilização: Dependendo do tempo de exposição e de sua concentração, podem ocorrer efeitos que vão de suaves irritações à severas lesões no corpo, devido a alcalinidade da Amônia.

Efeitos toxicologicamente sinérgicos: A exposição em concentração a partir de 2500ppm, por aproximadamente 30 minutos pode ser fatal.

Toxidade crônica: Pode ocorrer bronquite crônica com redução respiratória.

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