A artrose (osteoarthritis) é uma doença degenerativa na qual as superfícies da articulação perdem a relação espacial entre si, acarretando em que as superfícies articulares dos ossos se atritam uma contra a outra, decorrendo inflamação e excesso de secreção de líquido sinovial. Resulta do processo a redução de movimentos, dor e rigidez. Gradualmente, em virtude da recorrência do processo inflamatório, a articulação se funde, tornando a mobilidade impossível.

Na medicina oriental a causa da artrose não é conhecida. Para o yoga, além das causas que predispõem à doença, o uso desequilibrado, não uniforme, das articulações no dia a dia e a falta de manutenção de sua flexibilidade são as principais razões da manifestação da doença. Isto é o que explica porque pessoas que praticam yoga nunca desenvolvem artrose, se sua prática é feita de modo tecnicamente preciso.

Sendo o quadril a articulação de sustentação do peso, na artrose de quadril o paciente experimenta dor nas virilhas, no lado externo do quadril, dores nos joelhos e incapacidade de fazer longas caminhadas ou subir escadas. Os movimentos se tornam tão difíceis, que o paciente passa a evitá-los, assim conduzindo ao ciclo vicioso em que a rigidez articular cresce, reduzindo a circulação de sangue na articulação, seus músculos e ligamentos, agravando os sintomas. O paciente sente dificuldade em sentar-se no chão em swastikāsana e, com o tempo, a limitação atinge todos os movimentos.

Os āsanas que auxiliam no combate à artrose são todas as posturas de pé, supta pādaṅgusthāsana e seu ciclo, baddha koṅasāna, upa vishta koṅasāna e torções.[1]

Então, além das práticas regulares em aulas de yoga, quando estiver em casa lendo ou assistindo TV, aproveite seu tempo para ficar sentado por pelo menos 5 minutos em cada uma destas posturas, ao longo do dia:

1. swastikāsana sentado com as virilhas posteriores sobre a borda de uma manta.

Após, continue sentado com as virilhas posteriores sobre a borda de uma manta e faça dandāsana por 30 segundos. 

2. baddha koṅasāna sentado com as virilhas posteriores sobre a borda de uma manta. 

Após, continue sentado com as virilhas posteriores sobre a borda de uma manta e faça dandāsana por 30 segundos.

3. upa vishta koṅasāna com as virilhas posteriores sobre a borda de uma manta.  Após, Após, continue sentado com as virilhas posteriores sobre a borda de uma manta e faça dandāsana por 30 segundos.

Boa prática!

[1] Texto extraído do livro do Dr. Krishna Raman, A Matter of Health, in association with Westland Limited, Chennai (Madras), 2ª edição, 2008.

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