Primeiramente, peço desculpas pela ausência. Há muito o que escrever, na verdade. Como já existe muita coisa escrita sobre Yoga, às vezes tenho a impressão de que ficamos repetindo algumas escritas que lemos. É tão difícil decifrar o universo do Yoga… porque, além de não fazer parte da nossa cultura, é um apanhado de mitos, de histórias e de crenças que diz respeito a um determinado povo, a uma religião e a uma época. Assim, é fácil perder-se nessas crenças.

Percebo que, aqueles que tentam levar muito a sério tudo o que lêem sobre yoga, acabam virando fanáticos e, ao invés de se integrarem com o todo — que é o verdadeiro significado do yoga, se separam dela. Isso porque a realidade mundana não condiz com sua busca interna. Parecem aqueles crentes que são tão criticados pela nossa sociedade, por acharem que a verdade está apenas na religião deles.

Alguns yogis da nossa geração poderiam até ser comparados com fanáticos, por terem feito do yoga a sua religião; e a religião pode ser uma linha muito tênue entre a realização divina e a loucura; a insanidade da ilusão, da separação, do querer impor sua verdade ao outro, em vez de buscar a aceitação. Alguns yogis que vejo no Brasil, estão percorrendo esse caminho. Comento isso, não adotando uma postura de crítica, mas como observadora e como praticante, o que faz com que eu também me veja percorrendo os caminhos da separação, dos julgamentos, da ilusão.
Há yogis que só atentam para a parte física do Yoga, fortalecendo tanto o ego, que se consideram deuses encarnados. Sua pretensa superioridade está exposta nos corpos perfeitos, na postura sempre ereta, de um esforço que leva uma vida inteira de disciplina para construir. Ficam tão focados em promover a beleza do templo sagrado que é o corpo, que esquecem que, apesar desse corpo ser reflexo do que somos, ele não é nada quando abandonamos a matéria.

Sem alongar muito meu discurso, pretendo daqui para frente postar com mais frequência.

Minha ausência se deu por estar me preparando para deixar o Brasil por uma pequena temporada na Índia. Pequena, por que sempre fiz viagens longas. E, a Índia, sempre foi um lugar que gosto de ficar por no mínimo três meses. Porém, como é a primeira vez que deixo o Studio Yoga Integral, não quis arriscar deixar meus alunos e a escola tanto tempo sem minha presença. Vamos amadurecendo e criando raízes, e isso acaba definindo parte de nós. Essa, na minha opinião, é a primeira realização do chacra básico: quando você começa fazer escolhas, pensando nos valores, na família, naquilo que lhe sustenta e é parte de você. Planejar a viagem à Índia me impôs um ano de muito esforço, e sou grata ao universo por ter colocado as pessoas certas no meu caminho para promover esta realização.

Estou na índia! O Boa Yoga deixou espaço aberto para escrever sobre a viagem.

Aqui deixo meu primeiro relato diário, depois do meu primeiro dia em terras do Purna Yoga, Pondicherry – Auroville-  Índia.

 Wal Nunes
Fundadora e Diretora do Studio Yoga Integral.Escola de Yoga e Meditação. Trabalho voltado a consciência e a integração homem e meio. O Purna Yoga ou Yoga Integral, integra todas as vertentes do Yoga com o intuito de facilitar a realização do espírito na matéria. O Studio Yoga Integral atua há 4 anos no mercado com práticas de Yoga, meditação, acro yoga, formação em Yoga, treinamento para professores e retiros. Mais informações: www.studioyogaintegral.com

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