Quando decidimos mudar o nosso corpo, na prática de asanas ou na vida diária, na maioria das vezes começamos imediatamente ativando os nossos músculos. Nós identificamos o movimento com ativar vários músculos. Os músculos são o sistema físico que nós mais dependemos para realizar qualquer tarefa física. Assim também o é na prática asana. Infelizmente, o nosso sistema muscular é de eficiência relativa em tarefas complexas, tais como nos  movimento dos  asanas.

A nossa cadeia de comando mais comum, da intenção para o início a ação, baseia-se em 1: objetivo (desejo). 2: vontade para realizá-lo. 3: contrações musculares para completar a tarefa. Consideramos este padrão um método testado bem-sucedido e que dificilmente questionamos o seu uso. Então aprendemos o padrão e depois inicia-se o segundo passo que é a criação neuro -muscular do padrão ou movimento. Até agora lidamos com uma atividade muscular (asanas) que é repleta de ação, tônus ​​muscular e mais “fazer” do que “ser”. Essa abordagem funciona por um tempo e enquanto a prática for  subordinada a consciência corporal relativamente indiferenciada, onde o controle consciente e consciência opera no nível da sensação.

Como o aprofundamento da prática, os asanas purificam o corpo e a  capacidade de concentração intensifica e  o corpo evolui  com refino  não deixando espaço para antiga abordagem sobre o sistema muscular. Precisamos de um sistema mais sutil para o movimento.

O que vamos descobrir é que a maioria dos nossos músculos não são nada mais que um sistema que suporta um sistema mais profundo e vital para o movimento. E de fato, quando fazemos as nossas atividades a partir de um ponto de ativação muscular, muitas vezes bloqueamos no nosso próprio caminho de executar a nossa atividade com eficiência, sem esforço, economicamente e graciosamente. Precisamos procurar e estabelecer contato com uma verdade mais profunda no nosso corpo.

Músculos: Suporte e Não iniciadores

A arte marcial japonesa Aikido tem inspiração corporal que diz: “a intenção comanda o ki e o ki comanda o corpo”. Para reiterar: primeiro temos a intenção, forma-se o  ki / energia / prana em torno da intenção e deste estado a intenção move em nosso físico. Com o nosso físico que manifestamos ao mundo. É uma divisão interessante comparando a como costumamos considerar que primeiro vêem o movimento físico! Eu acho a abordagem do Aikido mais útil para qualquer ação desde de abrir uma garrafa de água ou completar um sequencia avançada de Yoga. Honestamente…Eu absolutamente adoro a filosofia do Aikido sobre o movimento! Esta fórmula dá a ferramenta para entender e mudar a nossa ineficiência no sistema muscular. Porque  temos o hábito de considerar somente a tentativa que na maioria das vezes é uma tentativa tensa e desinformada, tornando cada um de nós escravos inerentes de nossas intenções – a nossa ambição e impulso impaciente para a conclusão. É desnecessário reafirmar que a  abordagem do “fazer” é de relativo sucesso e terá  um resultado limitado comparado com “ser”. O Movimento deve começa antes que seja visível e muito mais profundo dentro de nós. Muitas vezes esquecemos de ouvir, energicamente conectar, utilizar a respiração e seguir a sutil caminho do movimento que surge de dentro.

Asanas

Respiração

Guruji disse “a prática é uma prática de respiração”. Mas como podemos experienciar isto? Temos que começar a escutar atentamente as sensações/informações que surgem de dentro do corpo em movimento ou em silêncio. Em primeiro lugar, devemos começar  perguntando quais são os músculos essenciais para executar uma certa tarefa dada e tentar envolver esses músculos e apenas esses músculos. Nós usamos a respiração como medida para a atividade muscular eficiente ou ineficiente (a minha respiração está suficiente ? Estou segurando ou retendo a minha respiração? A minha respiração esta fluindo?). Este é o início do caminho para a

eficiência . O sistema de respiratório, ao contrário do sistema muscular, assegura um caminho muito mais eficiente para as nossas intenções de movimento.

É uma maneira mais sutil e é acompanhada por uma sensação muito diferente do que o simples uso da força muscular bruta. No início pode parecer impossível olhar para ela sob anos da proteção muscular e uso habitual dela, mas ela está lá! Está nossa natureza intrínseca. Podemos encobri-la em anos de cultivo de uso indevido, mas não podemos matá-la!

Com o cultivo ela própria irá emergir e a chave para transpor de uma prática muscular para uma prática energética é ouvir e trabalhar a respiração.

Você sabe, o movimento e a síntese respiratória que faz  a prática do Ashtanga ser tão única e tão poderosa. A respiração é o que nos conecta. Ele fornece  instantaneamente todas as ferramentas, alarmes, indicadores e consciência sensorial necessária para completar a busca da existência e do prana  afetando o nosso movimento.

 

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tim-feldman-300x292Tim Feldmann é o fundador do Miami Life Center junto com sua esposa Kino MacGregor. Ele foi guiado no caminho do Yoga pelo seu professor Lino Miele e é  autorizado a ensinar diretamente pelo fundador do Método de Ashtanga Yoga, Sri K. Pattabhi Jois e seu neto Sharath Rangaswami. Tim é dedicado ao estilo tradicional de Ashtanga .

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