Imagine no dia de um casamento a noiva-descobrir que o quase marido tinha dormido com a dama de honra na noite anterior do casamento. Ela não contou a ninguém sobre essa descoberta, mas começou a se preparar para o casamento como nada tivesse acontecido até o altar. A cerimônia prosseguiu até o ponto que o padre perguntou se havia alguém que se oporia ao casamento. Neste ponto, a noiva falou, “Sim eu tenho uma objeção. Eu não posso de boa-fé se casar com um homem que iria roubar o nosso futuro em conjunto com suas ações de ontem à noite.” Ela então começou a caminhar pelo corredor e para fora da igreja, deixando o noivo atordoado no altar e uma multidão silenciosa nos bancos da igreja.

Como a noiva na história acima, a terceira joia, Asteya, ou não-roubar, chama para vivermos com integridade e reciprocidade. Se estamos vivendo em medos e mentiras, a nossa insatisfação com nós mesmos e nossas vidas nos leva a olhar para fora, com uma tendência a roubar o que não é nosso por direito. Roubamos de outros, da terra, do futuro, e de nós mesmos. Até mesmo roubamos nossa própria oportunidade de crescer como uma pessoa que tem o direito de ter a vida que sonhamos.

Roubar de Outros

Um foco externo leva a comparação com os outros e mandando energias em suas vidas de maneira prejudicial. Quando comparamos aos outros, sentimos falta de algo, que faz sentirmos de alguma forma enganados ou com um sentimento de superioridade, que nós torna um pouco arrogantes. A atenção dada sobre os outros a partir de um lugar de descontentamento pode levar a vivermos através de outros ou tentando controlar, manipular ou gerenciá-los, para aumentar a flacidez do ego. Podemos nos encontrar tentando “sabotar” histórias e experiências e sucessos de pessoas próximas ao vir atrás deles com a nossa própria história fabulosa. É tudo para tentar nos fazer sentir melhores sobre nós mesmos.

Talvez alguém está compartilhando seu entusiasmo sobre a próxima viagem e imediatamente rabeamos com uma viagem muito mais exótica que planejamos, ou talvez sobre a viajem que já fizemos para o mesmo destino. De qualquer maneira a conversa gira somente sobre nós e nossa viagem e nós roubamos o entusiasmo da viajem dos outros. Fazemos o mesmo com os sucessos  e podemos até mesmo fazer com a morte. Por exemplo, se a mãe de alguém já faleceu e mudamos a conversa para a nossa história de perder a nossa própria mãe, estamos tornando a situação sobre nós, em vez de estar presente para a outra pessoa.

Ou talvez nós roubamos de outros por não prestar atenção ou descontando algum sentimento neles. Em todos os casos em que nós roubamos, fizemos a situação sobre nós, e não sobre o outro. O que quer que as palavras têm ou não têm de sair da nossa boca, a intenção foi a de nos servir, não o outro. Quando nos sentimos insatisfeitos com nós mesmos ou nossas vidas, nós temos uma tendência de  arrastar as pessoas para baixo com a gente ou fazer comentários sarcásticos de ciúme. Quando estamos genuinamente cuidando do outro, o cuidado encontra expressão em formas de sentir solidário com o outro.

“Seja uma empilhadeira; você deve sempre estar levantando as pessoas.”

A questão que podemos nos perguntar em quando encontramos outras pessoas é , será que a outra pessoa se sente levantadas e mais leve quando ela está comigo, ou eles se sentem como algo precioso foi tomado deles? Iluminamos o seu dia tirando um momento para ouvir, para elogiar sinceramente, ou simplesmente para sorrir?

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